Grêmio e Internacional inverteram suas habituais funções nesta penúltima rodada da Taça Fernando Carvalho. O tricolor entrou no clima de Carnaval e fez uma goleada para mascarar os problemas. O colorado, por sua vez, jogou um futebol de resultado e escancarou suas dificuldades. Exemplo disso foram as falhas de Lauro. Em uma oportunidade deixou a bola escapar pelo meio das pernas, como já havia feito contra o Barueri, pelo Campeonato Brasileiro.
Borges marcou três e, no Fantástico, pediu música gospel confirmando a tese de goleadores crentes do texto anterior
Com cinco gols, três do atacante Borges, o Grêmio produziu melhor do meio para frente. Fez mais molecagens com a presença de Douglas. Maylson vem se mostrando uma opção valiosa no meio-campo. Preocupante são os passes certos de Rochemback. Silas já repetiu algumas vezes que ele é seu líder na linha.
No Internacional, além do já destacado Lauro, também foi muito mencionado o calor e a falta de foco. Para quem se prepara para sua oitava participação na competição mais importante da América, o que significa um jogo contra o lanterna da competição regional? Apesar da cara de nojo, o Inter teve um grande volume de oportunidades, mas só aproveitou em dois momentos de muito oportunismo e velocidade.
Os resultados – sempre mais favoráveis para a chave 2 – colocam em voga novamente a fórmula do Gauchão, agora incansavelmente discutida. Fato é que todo ano se discute, mas poucas mudanças são efetivadas. Se você estão me lendo, Noveletto, na minha opinião é mais importante homenagear o torcedor do que Fernando Carvalho e Fábio Koff.
Resultados da penúltima rodada antes do tão esperado mata-mata:
Universidade 1 x 5 Grêmio
São José 3 x 2 Novo Hamburgo
Internacional 2 x 1 Avenida
Santa Cruz 1 x 0 Juventude
São Luiz 4 x 1 Esportivo
Veranópolis 2 x 3 Inter-SM
Pelotas 2 x 1 Porto Alegre
Caxias 2 x 0 Ypiranga
O goleador é Eraldo, com nove gols marcas em favor do São Luiz.
Uma grande falácia disseminada é que futebol, religião e política não se discutem. A escolha clubística, religiosa e partidária talvez não, mas os fenômenos de cada uma destas representações sim. Ainda mais quando elas se entrelaçam e fazem uma mistura esdrúxula, que aparece nos noticiários e nos aprofundados debates de boteco.
I do not belong to Jesus, Kaká
Não interessa se o jogador do seu time é homossexual, arenista ou adventista. Mesmo que não tenha o rostinho ou a fé de Kaká, o que importa é a qualidade futebolística. No entanto, é conveniente observar como a religião tem se inserido no futebol. Aliás, crendices e esportes sempre estiveram relacionados, mas recentemente o assunto tem se tornado polêmico.
Ano passado, ao final do jogo contra os EUA, pela Copa das Confederações, os jogadores da seleção brasileira fizeram uma roda no centro do campo e rezaram – atitude muito comum no Brasil. Porém, a Fifa mandou um alerta à CBF pedindo moderação dos jogadores mais religiosos. Ao menos, não puniu os atletas, já que a manifestação ocorreu após o apito final (as leis apenas falam da situação em jogo). Além de manifestações religiosas, as regras da Fifa impedem ainda mensagens políticas.
Não fosse a reza, o que seria de Dunga?
O diretor da Associação Dinamarquesa de Futebol, Jim Stjerne Hansen, afirmou na época que “a religião não tem lugar no futebol”. Segundo ele, a oração promovida pelos brasileiros em campo foi “exagerada”. “Misturar religião e esporte daquela maneira foi quase criar um evento religioso em si. Da mesma forma que não podemos deixar a política entrar no futebol, a religião também precisa ficar fora”, argumentou na imprensa local.
Ao fim da Copa de 2002, a comemoração do pentacampeonato brasileiro foi repleta de mensagens religiosas. Na época, a Fifa expôs não ter gostado, mas disse que não teria como impedir a equipe que acabara de se sagrar campeã do mundo de comemorar como quisesse.
Pastor Roberto Brum precisou mudar as atitudes
O Santos, no início do ano, estabeleceu um manual de conduta, imposto pelo presidente do clube, Luis Álvaro Ribeiro. Uma das normas que deve ser respeitada pelos atletas é não falar sobre religião em entrevistas coletivas. Em 2009, Roberto Brum teria sido afastado do clube por essa questão, pelo então treinador Vanderlei Luxemburgo.
Silas é do tipo Atletas de Cristo, mas jamais exigiu que seus jogadores repetissem tal religiosidade. “Chego para ser o técnico do Grêmio, não para ser um pastor”, salientou nas primeiras entrevistas. Bom saber que a escolha de jogadores não esteja ligada à presença no culto. Com o que tem em mãos, Silas deve pedir ajuda sobre-humana diariamente.
Repito: dentro de campo, não importa a religiosidade. No entanto, quando ele extrapola o jogo em si e o envolvimento do jogador, se transformando em estímulo e publicidade, como agir? Nem a Fifa sabe. São situações paradoxais. O futebol, assim como a religião, traz consigo amor incondicional, devoção, ritos, hinos e liturgia. Simbolismo e utopia. Vitória é sinônimo de alegria e derrota é luto.
Na derrota, eles questionam: por qué, Dios mío?
Mas é preciso acreditar em Deus para confiar no bom futebol, no regojizo do gol, na vitória no momento do desespero? Será que a competência humana necessita da ajuda divina, principalmente quando se torce por clubes como Grêmio? Títulos, afinal, são milagres?
Os goleadores devem ter a mãozinha de Deus
Essa reflexão provém do pedido musical de três goleadores, no programa Fantástico do dia 31 de janeiro de 2010. Tiago Duarte, do Pelotas, apareceu no vídeo embalado pelas estrofes da música “Faz um milagre”. Soberano é o gol de bicicleta.
“Entra na minha vida
Mexe com minha estrutura
Sara todas as feridas
E ensina a ter santidade
Quero amar somente à Ti
Porque o Senhor é o meu bem maior
Faz o milagre em mim”
O vascaíno Dodô não hesitou em pedir a canção gospel “Com muito louvor”. O Artilheiro dos Gols Bonitos largou o doping e encontrou a salvação.
“Ele trabalha pra os que nele confia
Ele caminha contigo de noite ou de dia
Erga suas mãos, sua benção chegou
Comece a cantar com muito louvor”
Não foi a primeira vez que o Imperador Adriano pôde fazer seu pedido. Contra o Internacional, ano passado, fez a trinca mas não quis pedir a música. Então, os editores safadamente colocaram a canção do Fucarão 2000, “Eu só quero é ser feliz”. Desta vez, ele não deixou que tamanha marotice acontecesse e pediu “Fé em Deus”.
“A luta está difícil, mas não posso desistir
Depois da tempestade, flores voltam a surgir
Mas quando a tempestade demora a passar
A vida até parece fora do lugar
Não perca a fé em Deus, fé em Deus
Que tudo irá se acertar”
Não foram poucas as oportunidades que direcionei minhas irritações com os defeitos do Gauchão ao presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Noveletto. Uma das tantas reclamações tratava dos horários escolhidos para os jogos do campeonato regional.
A torcida não pôde comparaecer, mas o bichano é um convidado especial da família Marinho
Não me venham com o argumento de que quem gosta de futebol assiste a qualquer hora, em qualquer lugar. Gostamos sim exageradamente de futebol e o colocamos sem arrependimentos acima de outras prioridades. No entanto, é hábito, é comum e é razoável que uma partida do esporte bretão seja realizada no fim da tarde de domingo, nos privando da inteligência humorísca do Faustão. E jogos às 11h da manhã nos impossibilitam do ritual do churrasco.
Ruim mesmo são os confrontos às 17h em dia útil. Por isso, tenho me perguntado quem é o cidadão que poderia fugir do trabalho para ir ao Olímpico assistir Grêmio x São Luiz, com o sol ainda rachando o cocuruto. Porque, acima de tudo, este horário priva a maioria dos torcedores de irem ao Estádio e causa prejuízos ao clube. Resolvi, então, parar de xingar o Noveletto e sanar as minhas dúvidas – e de tantos outros.
Quem me atendeu foi o gerente de marketing da FGF, Diogo Rimoli. Nenhuma novidade ou nada que não tenhamos suposto. O fato é que nem a FGF nem os clubes têm o poder de mudar os horários dos jogos televisionados. É a velha e preocupante questão dos direitos de transmissão. A velha e obscura questão do monopólio do futebol. É a velha clausura que a televisão faz com os torcedores.
Confira a resposta completa de Diogo Rimoli sobre as minhas dúvidas quanto à escolha dos horários no Campeonato Gaúcho no texto do Blog do Grêmio.
Foto: encontrei na internet sem créditos e considerei muito oportuna
Chega a ser chato esse negócio de ficar repetindo os resultados e até as atuações. Grêmio e Inter fizeram um clássico parecido com os dos últimos anos. Equilibrado, sem muito buchicho e com vantagem colorada no placar final. Superficialmente analisando, nenhuma novidade.
Para quem não tinha percebido sua presença dentro de campo, este é o autor do gol: Alecsandro, mais conhecido como o irmão de Richarlyson Felisbino
Joilson poderia sair aclamado (e seria, pode acreditar) se o Grêmio tivesse feito um satisfatório gol. Poderia ter sido com o meu querido Jonas, que desperdiçou pelo menos três, nas minhas contas. Não que Joilson tenha jogado bem ou possa ser considerado um jogador de qualidade (ao contrário). Mas Grenal é assim: até quem que teve seu nome poucas vezes chamado pelo narrador e muitas vezes gritado pelo treinador pode marcar e acabar com o adversário. É clichê, mas é verdade.
O Internacional foi levemente superior, porque o Grêmio armou uma equipe exageradamente defensiva com medo de levar uns 4×1, talvez. Percebo que ao Tricolor faltou elenco. Depois da escalação eleita de Silas, não havia ninguém além de um apavorado Hugo como arma de reanimação do time. Renato e Douglas, nessas horas, seriam boas opções. Tarde demais.
O infortúnio de D’Alessandro salvou Fossati, que colocou Giuliano no time. Não sabemos como teria sido com o argentino, mas vejo o garoto como opção melhor no momento. O imponente (em Grenais) Índio e toda a defesa se postaram bem diante dos fracos ataques gremistas, assim como as laterais. E Alecsandro nada fez além do definitivo e salvador gol.
Por fim, é importante dizer: a falta ou falha de comunicação entre Silas/comissão técnica/jogadores (assim como acontece entre a instituição e sua torcida) não é desculpa para levar ou não fazer gols.
Os outros resultados do regional ficaram assim:
Universidade 3 x 2 Avenida
Veranópolis 1 x 0 Juventude
Caxias 2 x 0 Novo Hamburgo
Pelotas 5 x 0 Esportivo
Santa Cruz 4 x 1 Inter-SM
São Luiz 5 x 0 Porto Alegre
São José-PA 2 x 0 Ypiranga
O maior matador agora (5ª rodada) é Eraldo. Tendo colaborado eficazmente sete vezes para a liderança incontestável do São Luiz.
Sou da opinião do vice-presidente de futebol do Internacional, Fernando Carvalho: está na hora do Grenal retornar à Porto Alegre. Entendo a boa intenção do presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Noveletto, em proporcionar que torcedores do interior tenham mais proximidade com os dois grandes clubes do estado. No entanto, é preciso concordar que os preços não compensam e que a FGF investe verba desnecessária nesta escolha. A cidade natal de Grêmio e Inter é, afinal, Porto Alegre.
Podem chamar de egoísmo, mas este espetáculo deve ficar em Porto Alegre
Concordo que pela grandiosidade dos clubes e pela quantidade de torcedores espalhados pelo Estado, torna-se um evento especial e valorizado. No entanto, não é admissível e justo que o torcedor (inclusive o do interior, que tem esta chance única) pague R$ 60 para entrar no Estádio Colosso da Lagoa.
Deu certo uma vez, pode dar certo pela segunda, mas privar os clubes de jogarem em sua casa, com sua grande estrutura, para fazer marketing não pode acontecer por uma terceira. Por isso, sou definitiva em minha opinião: uma competição como o Gauchão deveria cobrar os ingressos com um preço proporcional à sua qualidade, exigir que todos os clubes tivessem um estádio e o Grenal deveria ser em Porto Alegre.
Em uma pequena e rápida pesquisa, verifiquei o preço que um torcedor da região Metropolitana de Porto Alegre precisa pagar para passear em Erechim*:
*Não considerei alimentação. Os preços dos ingressos, como sabemos, estão em R$ 60 a arquibancada e R$ 150 a cadeira.
COMPARE COM OUTRAS ATRAÇÕES
Grenal em Porto Alegre (Beira-Rio)
Cadeira: R$ 80
Arquibancada superior: R$ 50
Arquibancada inferior: R$ 40 Metallica World Magnetic Tour em Porto Alegre
Pista e Arquibancada – 1° lote, 120,00
2° lote, R$ 140,00. Cadeira, R$ 160,00
Pista VIP, R$ 250,00
Mais do Grenal
Perspectiva e pitacos sobre o Grêmio no clássico deste domingo: É clichê, mas é verdade
Lodeiro é a alternativa jovem e qualificada do Uruguai*
Quem acompanhou o Mundial Sub-20 em 2009 e as partidas da repescagem das Eliminatórias lembra-se dele. Nicolás Lodeiro é o jovem que pode ajudar o Uruguai a ir além das últimas pífias participações – 2002 ficou em 26º Lugar, não passando da primeira fase e não se classificou em 2006. São 10 participações e dois títulos já cinquentenários.
O garoto de 20 anos conquistou títulos nas equipes sub-17 e sub-20, chegando ao elenco principal do Nacional em 2007. Em 2008, jogou a Copa Libertadores. No primeiro semestre de 2009, foi o maestro da seleção uruguaia que se classificou para a Copa do Mundo Sub-20. No mesmo ano, comandou o Nacional até as semifinais da Libertadores, marcando quatro gols.
Com isso, persuadiu o técnico Oscar Tabárez a fazer uma aposta para a repescagem da Copa do Mundo. Tornou-se o dono da camisa Celeste número 14 e foi bem nas partidas contra a Costa Rica, na repescagem das Eliminatórias. Agora, contratado pelo Ajax, Lodeiro espera ser convocado para ajudar a Seleção de Diego Forlán.
Na vida, às vezes nos deparamos com pessoas que exigem de nós, insistente e enfadonhamente, aprender com a convivência. Colegas e chefes de trabalho, por exemplo. Não raro, acaba-se por gostar e admirar o sujeito. Também é comum esse duo amor-ódio no futebol. E precisa de exemplo mais lindo que o relacionamento de Jonas com a torcida tricolor?
Gremista: entenda Jonas, ame-o e seja feliz
Falo, especificamente, da minha relação gremista/pessoal com o jogador. Jonas Gonçalves Oliveira tem suas aparentes dificuldades com a bola. Por isso, sempre mantive grande desconfiança sobre sua capacidade de jogar em um clube que há anos é carente de matadores.
Jonas, porém, demonstra ser o modelo de empenho, comprometimento e seriedade. É o típico atleta de grupo. Não esconde a alegria no pós-jogo e, quando chega a dois gols por partida, costuma dizer que é o dia mais feliz da sua vida. Quem se deixa levar por suas qualidades, algumas raras, seguirá um caminho de contemplação.
Em suas passagens por Guarani, Santos, Portuguesa e Grêmio, o atacante encontrou dificuldades. No Bugre, apesar de artilheiro da Segundona Brasileira, entrava durante as partidas. Quando chamou a atenção do Santos – e surgiu a chance de figurar em um grande clube –, a diretoria do Guarani tentou segurá-lo. Dificuldades de natureza contratual também é uma especialidade de Jonas.
Mas, aí, através de alguma Vara do Trabalho e com a esperteza de seu irmão/empresário, Thiago Oliveira, o atacante se transferiu para o Peixe, onde foi feliz até a próxima lesão. Seis meses parado e, assim, o jogador não pôde corresponder às expectativas. Daí, a falta de sequência se impõe e surgem os fatores de desconfiança
Em, 2007, o Grêmio confiou nos atributos e na recuperação de Jonas. Gols oportunos e esquisitos. Nada adiantava. Na equipe de Mano Menezes, considerado franzino, entrava em poucas partidas, muitas vezes apenas no segundo tempo. Talvez, a partir disso, tenha desenvolvido seu poder de reverter as dificuldades e instituir nas equipes o entusiasmo necessários para virar um jogo uma, duas, três vezes.
Depois do empréstimo para a Portuguesa, voltou experiente e confiante. Só alguém com fidúcia, alteza e fé em si é capaz de passar por cima das críticas e dos próprios erros. Só um mestre como Jonas é hábil suficiente para, afável e efetivamente, conquistar torcedores de coração atado como essa blogueira. Mestre Jonas ensina: é preciso aprender a amá-lo.
Num fim de tarde bonito no Rio Grande do Sul, nada melhor que uma partida de futebol para encerrar o pós-quarta-feira de muito trabalho. Internacional x Juventude foi favorável para quem gosta do passatempo.
Taison começa a correr. O Gauchão é a sua última chance
Infelizmente, a visita da Senadora Marina Silva à universidade, não permitiu que conferisse o desempenho da equipe do Jorge Fossati diante dos garotos do time da Serra. No entanto, tenho o relato dos meus correspondentes secretos. Segundo informações, Kléber foi o destaque surpresa, inclusive guardando um gol. Os informantes não deixaram de salientar as facilidades naturalmente impostas pela escrete do Juventude, em um tempo distante “toca” dos colorados.
Do lado Tricolor, depois de duas vitórias e um empate, tudo se encaminhava para a primeira e evidente derrota. O Grêmio saiu perdendo mais uma vez, em uma falha de Victor. Evilásio marcou aos 23 minutos do primeiro tempo para o Santa Cruz. Na segunda etapa, o Tricolor conseguiu passar por cima de seus próprios erros e obteve a virada. Jonas, mais uma vez, se mostrou como o salvador. E, além disso, um jogador de qualidade.
Destaque também para o discurso de Breno, do Galo, ao final do jogo. Não encontrei o áudio ou matérias referindo, mas o rapaz falou, mais ou menos, o seguinte: “É uma vergonha que o Maurício não soubesse contra quem ia jogar. Não tem essa desculpa de que é recém chegado. Também não sou daqui, mas sei todos adversários do Santa Cruz”. Se for verdade que o zagueiro gremista não tinha conhecimento do rival da noite de ontem, é de se lamentar e repensar o tipo de assessoramento que recebem os jogadores do clube.
No mais, nada de espetacular. Somente, uma atenção especial ao São Luiz.
Eis os resultados da quarta rodada: Internacional 5 x 0 Juventude Santa Cruz 1 x 2 Grêmio
Caxias 1 x 0 Esportivo
Veranópolis 3 x 2 Avenida São Luiz 2 x 1 Novo Hamburgo Universidade 3 x 0 Inter-SM São José 2 x 1 Porto Alegre Quinta-feira, dia 28, às 19h
Pelotas x Ypiranga – Boca do Lobo
São artilheiros da competição, cada um com quatro feitos, Flaviano (Esportivo), Jonas (Grêmio) e Léo Dias (Universidade).
O futebol abrange questões que excedem o jogo em si. É uma metáfora da globalização, tese inclusive tratada no ótimo livro Como o futebol explica o mundo, de Franklin Foer. O esporte bretão integra a nossa cultura e deve ser aceito assim. Os clubes espelham ideologias políticas e, repetidamente, causam devoção maior que as religiões. Essa pequena introdução serve para indicar uma reflexão sobre a imagem abaixo, que representa um fragmento da importância do futebol para o mundo.
Sobreviventes do terremoto de magnitude 7,0 que ocorreu em 12 de janeiro de 2010, no Haiti, jogam futebol. Ao fundo, barracas e moradias improvisadas na cidade de Porto Príncipe.
Foto: Francois Mori, AP
Aviso: Esta blogueira salienta que, por enquanto, não tem condições financeiras de assinar a Associated Press e, portanto, não recebe com exclusividade fotos como a publicada acima e extraída do ClicEsportes.
Juliana de Brito
O melhor desta edição do Gauchão, além de todos os motivos alentadores citados no texto da primeira rodada, é que ainda não tivemos empates que ficaram no zero ou jogos soníferos. No segundo teste, destaque para a virada do Esportivo sobre o Universidade, esse, visto como um clube sem torcida que já demonstra toda sua fragilidade.
Leandro Damião corre para a lista de Fossati
Em evidência também os garotos do Internacional. Com o mesmo tempo de treinamento das equipes do interior, o grupo B de Enderson Moreira sai em vantagem na qualidade individual e nas facilidades de ter um físico juvenil. Coloradinho x Internacional talvez seja a última chance para os garotos mostrarem trabalho e garantir uma vaga na lista de Fossati.
Para completar o eixo dupla Gre-Nal, mais uma vitória de virada com o placar de 3×2 para o Tricolor. Outra amostra de que o grupo tem carências nas laterais, que a zaga também pode assustar quando a volância não der conta. Jonas, novamente, salvou. Por enquanto, explicável e esperadamente, tudo se repete no Campeonato Gaúcho 2010. Aguardamos, não com muita ansiedade, pelos próximos embates.
Depois do segundo teste, os marcadores ficaram assim:
Juventude 1 x 3 Pelotas
Novo Hamburgo 2 x 2 Veranópolis
Ypiranga 2 x 0 Santa Cruz
Inter-SM 0 x 3 São Luiz
Esportivo 3 x 2 Universidade
Porto Alegre 0 x 1 Inter
Avenida 1 x 3 São José-PA
Grêmio 3 x 2 Caxias
Nosso glorioso goleador, com quatro gols é Flaviano, do Esportivo. Em seguida, chega Leandro Damião, do Internacional, com três tentos.
Informações e pitacos sobre o apaixonante mundo da bola. Postagens despretensiosas e esporádicas. Críticas à querida mídia esportiva e indicações de leituras. Por fim, reflexões do paradoxal, irônico e bizarro âmbito futebolístico. A autora do blog é Juliana de Brito, assumidamente gremista, estudante de Jornalismo, recruta no campo da pesquisa em comunicação e estagiária maratonista.
Personagem da Semana
Ideia livre e levemente copiada do mestre Nelson Rodrigues: